Um centro para reforçar a inovação

A BRF reunirá seu time de 250 profissionais dedicados a pesquisa e desenvolvimento em um novo prédio em Jundiaí, no interior paulista

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Com investimento de 58 milhões de reais, a BRF vai inaugurar até o final do ano, em Jundiaí, no interior paulista, seu novo centro de pesquisa e desenvolvimento. Lá serão reunidas as atividades até agora realizadas em dois centros: o montado pela Perdigão na cidade catarinense de Videira e o que era da Sadia, situado na Vila Anastácio, em São Paulo. O orçamento inclui 10 milhões de reais para aquisição de novos equipamentos. A unidade ocupará parte de um terreno em que já há um centro de distribuição e onde funciona um dos laboratórios da BRF. As novas instalações atenderão às mais exigentes regras de respeito ao meio ambiente.

Pesquisa de produtos lácteos na BRF: junção das áreas de desenvolvimento num só local vai ampliar sinergia entre pesquisadores e com o marketing

A concentração da pesquisa e desenvolvimento num único local trará ganhos de sinergia, aproximando os pesquisadores e também facilitando o intercâmbio com os times de marketing, que em sua maior parte trabalham na sede da BRF, na capital paulista. “O centro de desenvolvimento é o coração da inovação”, diz Joaquim Goulart, diretor de Tecnologia e P&D da BRF. “Com a nova estrutura, vamos valorizar ainda mais a criação e poderemos chegar mais rapidamente com novos produtos ao mercado.” Goulart, há 32 anos na empresa, é veterinário com pós-graduação em agronegócio. Começou na Perdigão trabalhando na produção primária, depois organizou a área de qualidade e desde 2008 é diretor de tecnologia. Sua equipe é constituída de 250 profissionais, dos quais 95% são graduados em áreas como química, veterinária, bioquímica e engenharia. Cerca de dez são doutores ou doutorandos. E 25 fizeram cursos de mestrado.

O aparato para o trabalho desse núcleo de cérebros será reforçado em Jundiaí. Plantas piloto permitirão o desenvolvimento em condições similares às de produção de várias famílias de alimentos da BRF, de mortadelas até pratos prontos e lácteos. Serão mini-indústrias com capacidade para produzir amostras em pequena escala. Para atender clientes, principalmente de  s, serão montadas oito cozinhas experimentais. Nelas, será possível simular as condições em que os alimentos são manipulados, por exemplo, na rede McDonald’s. “Teremos as mesmas fritadeiras usadas nas lanchonetes e poderemos fazer acertos junto com técnicos dos clientes”, diz Goulart.

O novo centro de P&D contará com um complexo de laboratórios: físico-químico, microbiológico, de análise sensorial, de materiais e de embalagens. E, ainda, biblioteca, salas de reunião, sala espelhada para pesquisas, cabines para experimentação de produtos, acomodações para visitantes e um anfiteatro com capacidade para 250 pessoas.

Investimentos em P&D

Inovador e verde

A construção do centro de P&D usa métodos e materiais ecologicamente corretos. Na operação, haverá economia de energia, aproveitamento de luz natural e reuso de água. “Queremos que o centro seja não só vitrina da inovação como também do respeito ao ambiente”, diz Joaquim Goulart, diretor de Tecnologia e P&D da BRF. O projeto segue a orientação LEED, sigla em inglês para Liderança em Projeto Energético e Ambiental. Criado pelo Green Building Council, dos Estados Unidos, o selo LEED é o mais usado no mundo para atestar que prédios têm perfil “verde”.

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