Pronta para crescer

Grandes investimentos foram feitos na infraestrutura de movimentação e armazenagem do mercado interno para atender os planos de crescimento e melhorias de nível de serviços da BRF

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Um sistema de distribuição mais eficiente e reforçado está emergindo da fusão das estruturas de Perdigão e Sadia. A junção de duas empresas, outrora concorrentes, criou coincidências de operação. Uma das primeiras providências pós-fusão foi a identificação das oportunidades de ganho com a unificação da logística. O processo, iniciado em 2010 com a concepção de um plano mestre para a área, está perto de ser concluído. “Após a revisão completa das operações, identificamos sinergias, oportunidades de melhorias e definimos mudanças para otimizar a malha de distribuição”, diz Luiz Henrique Lissoni, vice-presidente de Supply Chain da BRF. “O resultado é uma logística preparada para o futuro, com custos mais competitivos e mais qualidade no serviço aos clientes.”
Investimentos significativos foram destinados às mudanças. Elas compreendem criação de novos centros de distribuição localizados em áreas estratégicas, ampliações de unidades existentes, encerramento de atividades de algumas instalações mais antigas, ampliação do número de pontos de transbordo e adoção de novas tecnologias. As adequações levam em conta as determinações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica para aprovar a fusão, que incluíram a venda de oito CDs. De acordo com Lissoni, 80% do que foi planejado estará concluído até o fim de dezembro e o restante, no início de 2013.

Um exemplo da otimização é a mudança do papel dos CDs de Jundiaí e Embu (ambos no estado de São Paulo) que Perdigão e Sadia tinham para abastecer São Paulo. “Resolvemos designar o de Jundiaí, da antiga malha da Sadia, para servir o interior do estado, e o da Perdigão no Embu foi expandido e atenderá a Grande São Paulo”, diz João Oneda, diretor de Inovação e Desenvolvimento de Supply Chain. No Rio de Janeiro (RJ), quatro armazéns antigos estão sendo substituídos por um novo. Em Salvador (BA), não havia uma central que comportasse a operação. A capital baiana tem um CD novo, pronto para o crescimento até 2020. Ele receberá o primeiro sistema automático de separação de caixas no ambiente refrigerado do país. O sistema gera ganho de produtividade: o CD de Salvador terá 140 funcionários, em vez dos 500 que seriam requisitados no sistema antigo.

A readequação fará a rede de CDs cair dos 38 de 2010 para 25 em 2015. Porém, os pontos de transbordo, onde a carga de carretas é transferida para caminhões menores, passarão de 30 atualmente para 57 em 2015. “Os pontos de apoio ajudam a dar vazão às cargas e diminuem estoques. Há também redução da quilometragem rodada pelos veículos”, afirma Oneda. “Ganhamos em eficiência e cortamos custos e emissões de poluentes.”
O investimento na logística da BRF é vital para enfrentar o fato de que a infraestrutura saturada é um problema que o Brasil demora a resolver. Já a empresa tem cada vez mais pontos de venda para receber seus produtos e se expande em novas categorias. “A entrega, última etapa de uma cadeia de produção que começa no campo, precisa estar apta a vencer as dificuldades e em condições de apoiar o crescimento da companhia, com custos competitivos e assegurando qualidade de serviços”, diz Lissoni.
“Graças ao comprometimento das equipes de diversas áreas, a BRF conta com a rede logística de frio mais moderna e eficiente do país.”

 

MUDANÇAS PÓS-FUSÃO

A OTIMIZAÇÃO DA MALHA

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