Política do agora

Para figurar entre as maiores empresas globais de alimentos no futuro a BRF já começou a construir uma base sustentável de negócios.

Política do Agora

A BRF participou do 2º- World Climate Summit realizado durante a 17ª- Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 17), em dezembro, em Durban, na África do Sul.
Trata-se do maior fórum internacional de negócios verdes, quando mais de 400 líderes empresariais e governamentais expõem iniciativas privadas inovadoras, firmam parcerias público-privadas, trocam experiências e buscam alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no planeta.

Além de figurar como uma das patrocinadoras desta edição do evento, a BRF apresentou ao mundo seu Programa de Suinocultura Sustentável, criado em 2006, com o objetivo de apoiar produtores parceiros na adoção de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) justamente para reduzir os impactos da atividade no aquecimento global. “Para termos práticas mais sustentáveis, precisamos trabalhar muito próximo da nossa cadeia de valor – que no nosso caso envolve milhares de produtores de grãos, aves, suínos e bovinos, além de uma gama de diferentes fornecedores”, afirma a gerente de Sustentabilidade da BRF, Luciana Ueda.

Hoje, a BRF tem mais de 3,5 mil produtores de suínos. O Programa Suinocultura Sustentável consiste na instalação de biodigestores nas granjas onde os resíduos de origem animal são produzidos. O gás metano gerado – 21 vezes mais poluente que o CO2 – é capturado e transformado em biofertilizante de alta qualidade. O biogás produzido pode ser usado no aquecimento e geração de energia.

O programa foi moldado na forma de MDL, portanto, gera créditos de carbono. Todo o processo de validação de registro e comercialização desses créditos é realizado pela BRF, mas toda a receita com a venda deles é devolvida aos agricultores após pagamento do financiamento.

Muitos foram os desafios para implementação desse projeto. O primeiro deles foi convencer os produtores a se envolver. A maioria nunca tinha ouvido falar nada sobre o Protocolo de Kyoto, e menos ainda sobre créditos de carbono. Anteriormente, alguns tinham dúvidas sobre os benefícios da instalação do biodigestor, o que requer investimento dos agricultores, financiados pela empresa. Gradualmente, as vantagens do projeto se espalharam, e a participação dos produtores superou as expectativas. Atualmente, aproximadamente 1.200 fazendas estão comprometidas com o programa, o que representa uma redução das emissões no ano de 2011 de cerca de 166.604 toneladas de CO2.

O segundo desafio foi desenvolver a tecnologia adequada a partir do zero. Não havia digestores que atendessem às necessidades, e não havia mecanismos eficazes para medir a quantidade de gás capturado. Por esse motivo, a BRF buscou parceiros e juntos desenvolveram os equipamentos necessários.

Com a iniciativa, a BRF dá um passo importante para incentivar o conceito de sustentabilidade na produção de alimentos, base de seus negócios. “Criamos um grupo exclusivamente para diagnosticar, propor metas e desenvolver projetos de redução de emissões para melhorar a eficiência de todo o processo”, conta o vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, Wilson Mello.

Segundo o executivo, ainda há muito a ser discutido sobre o futuro do mercado de carbono, fundamentalmente os procedimentos para garantir a integridade dos projetos. “Existe muita burocracia, o que eleva os custos das iniciativas locais e com maiores apelos à sustentabilidade”, diz. “Os esforços são para que nosso modelo se torne um exemplo para outros na indústria, demonstrando que o Brasil pode aumentar a produção de uma forma mais limpa dentro de uma economia de baixo carbono”

Resultados do Programa de Suinocultura Sustentável

Benefícios ambientais locais

  • Redução de odor na propriedade;
  • Melhoria da qualidade ambiental da propriedade.

Benefícios econômico-sociais

  • Fixação da população nas atividades locais;
  • Diminuição da quantidade de energia utilizada;
  • Diversificação econômica nas propriedades.

Benefícios da capacidade de geração de renda

  • Criação de produtos alternativos (biofertilizante, biogás);
  • Geração do crédito de carbono, viabilizador do projeto.

Benefícios tecnológico-ambientais

  • Novas tecnologias de tratamento e adequação ambiental que promovem a melhoria da qualidade da propriedade;
  • Redução das emissões dos gases de efeito estufa na atmosfera.


Comentários estão fechados.

Slider by webdesign