segunda 25 Set 2017

Nosso campeão sobe mais alto

O atleta da ginástica Arthur Zanetti, patrocinado pela Sadia, fecha mais um ano de ouro e segue em busca de mais conquistas

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Com o apoio da Sadia desde 2012, o ginasta Arthur Zanetti se tornou o maior atleta que o Brasil já teve nesse esporte. Apenas nos últimos dois anos, ele arrebatou nove títulos em competições internacionais da ginástica artística, entre os quais a medalha de ouro na Olimpíada de Londres 2012, obtida na modalidade das argolas.

Aos 23 anos, Zanetti ainda está em ascensão. Paulista de São Caetano do Sul, ele pratica a ginástica desde os 7 anos. Embora tenha se tornado um nome internacional, não deixou de competir por sua cidade nos Jogos Abertos do Interior, tradicional torneio entre municípios de São Paulo. “Estou na seleção do Brasil, mas foi São Caetano que me criou”, diz. “Assim também aproveito para divulgar a ginástica para muitos jovens que têm pouco acesso ao esporte.”

No fim de um ano glorioso, em que se consagrou campeão mundial em Antuérpia, na Bélgica, Zanetti já volta os olhos para 2015, quando irá em busca de uma medalha que ainda não possui: a dos Jogos Panamericanos (o Pan será disputado em Toronto, no Canadá). E, claro, vai batalhar por uma vaga na prova classificatória do Rio 2016. Rumo – quem sabe – ao bicampeonato olímpico. A seguir, uma conversa com o campeão.

Revista BRF – Você está no máximo como atleta?
Arthur Zanetti – No máximo, ainda não. Mas trabalho para estar sempre bem nas competições.

Tem feito algo especial no treinamento?
Intensifiquei o treinamento antes do Mundial, para chegar lá em boas condições físicas e mentais. Depois, reduzi o nível porque o corpo não aguenta dar duro 100% do tempo.

Intensificar o treino significa dedicar mais horas por dia?
Não é tanto a quantidade de horas que muda, mas o tipo de treinamento. Faço minha série toda de exercícios e, se precisar repetir algo que não ficou bom, repito duas, três vezes, o que for necessário. É um treinamento mais focado.

Quantas horas dedica ao treino?
Costumo dedicar mais ou menos cinco horas por dia.

E o que preenche o resto de seu tempo?
Tenho preenchido com a faculdade. Faço Educação Física em São Caetano.

Como é recebido em outros países?
Agora, o pessoal já me reconhece. Como um campeão internacional, recebo o cumprimento de outros atletas.

E no Brasil, é muito assediado por fãs?
Sim. Acho que sirvo de espelho para novos atletas que pretendem também ser campeões mundiais. Isso é muito importante.

Acha que o Brasil vai ter mais gente do seu nível?
Se o trabalho que está sendo feito prosseguir, provavelmente o Brasil terá outros atletas de alto rendimento que vão dar bons resultados internacionalmente.

O seu grande objetivo agora é o Rio 2016?
É, mas antes há a classificatória de 2015. Primeiro, preciso me classificar para depois pensar no Rio 2016.

Sua coleção de medalhas é algo que nenhum outro atleta brasileiro conseguiu. Já cumpriu sua missão?
Estou satisfeito com meus resultados. Mas ainda sonho em conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Panamericanos, que eu ainda não tenho. E vou focar no Rio 2016 para ter mais uma medalha de ouro olímpica.

E os patrocínios, qual a importância?
Os patrocinadores me ajudam bastante. Alguns, como a Sadia, já estavam comigo antes de eu ser campeão olímpico, outros entraram depois. Meus contratos vão até 2016.

COLECIONADOR DE TÍTULOS
Desde 2010, Zanetti já conquistou nove medalhas de ouro nas competições internacionais que disputou

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