domingo 23 Abr 2017

Entrevista: Bailarina Mariana Gomes

Com uma trajetória conhecida por incentivos ao esporte, a BRF também investe em cultura. É o caso do patrocínio à bailarina Mariana Gomes, primeira brasileira contratada pelo Ballet Bolshoi em seus 235 anos de história.

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Para contar um pouco dessa experiência, a mineira, nascida em 29 de abril, Dia Internacional da Dança, concedeu a seguinte entrevista à Revista BRF.

Como começou o interesse pela dança?

Comecei a dançar aos 7 anos. Sempre quis ser bailarina. Aos 14 passei no teste para a Escola do Teatro Bolshoi de Joinville (SC). E no último ano de estudo, fui escolhida para estagiar no Teatro Bolshoi por um ano. Depois, fui convidada para ficar na Companhia como bailarina contratada. E hoje já se vão seis anos em Moscou, trabalhando no Corpo de Baile, fazendo turnês pelo mundo todo e agora recentemente promovida à Elite do Corpo de Baile.

E quando decidiu se profissionalizar?

Apaixonei-me pelo Ballet Bolshoi ao assistir ao clássico A Bela Adormecida. Jamais imaginaria que, mais tarde, a princesa Aurora, da TV, estaria me dando aula e que a Fada Lilás (Nina Speranskaya) seria minha professora em Joinville, com quem eu ensaio até hoje em Moscou.

Qual a importância de receber um patrocínio para realizar seus objetivos?

Sem patrocínio é impossível morar em Moscou, pois o custo de vida é extremamente elevado. Ao contrário das outras meninas, não tenho família aqui, preciso pagar aluguel, tenho diversos gastos. A BRF me ajuda, me tranquiliza e me dá segurança no dia a dia. Toda a embaixada do Brasil na Rússia se orgulha dessa conquista, pois sabe quanto lutei para obter reconhecimento. É muito difícil para um artista conseguir apoio. Diferentemente de um esporte não podemos colocar a logomarca na camisa. A empresa precisa de fato ter sensibilidade e admirar o meu trabalho.

 

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