Copo Cheio

Economia em desenvolvimento aumenta consumo de produtos lácteos e requer orquestração dos times de originação e marketing para integrar cadeia do leite.

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O aumento na renda propiciou ao brasileiro ampliar o consumo de leite, de acordo com pesquisa da Associação Leite Brasil. O consumo no ano passado aumentou para 161 litros, 4,5% em comparação com 2009. Tudo leva a crer também que a maior adesão à bebida está ligada à diversificação na produção de derivados, à melhoria na qualidade da produção primária de leite e ao aumento na produção interna.

“Para garantir os planos de crescimento da nossa unidade de lácteos, de modo a acompanhar essa tendência de mercado, vamos implementar três importantes projetos ainda em 2011: pagamento do leite por qualidade, Boas Práticas na Fazenda – Produção Sustentável de Leite e a Fazenda Escola, em Bom Conselho (PE)”, explica o diretor de Originação da BRF, Maurício Nerbass Fernandes. “Esse trabalho envolve medidas para promover o desenvolvimento da base de produtores, para fixar o homem no campo, além de cuidados com a segurança da mão-de-obra, com o bem-estar e a saúde animal e com o meio ambiente.” O objetivo é a melhoria na produtividade, redução do custo e aumento da competitividade da cadeia.
Essa preocupação faz sentido diante do enorme potencial de negócios.

Entre os leites brancos, o UHT cresce a taxas maiores que os demais tipos e atinge aproximadamente 40 bilhões de litros/ano. O Brasil compõe cerca de 13% desse total.

Embora o consumo tenha aumentado no País, em comparação com outras nações o Brasil ocupa ainda o 65°- lugar do ranking mundial, liderado pela Finlândia e Suécia, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Segundo Nerbass, o primeiro passo é a elaboração de um diagnóstico da realidade atual dos produtores de leite para implementação de ações que permitam a adoção de normas técnicas. Com critérios de qualidade estabelecidos ficará mais fácil melhorar a produtividade, expandir os negócios e impulsionar o mercado doméstico. Sabe-se que o País é o sexto maior produtor de leite do mundo, e contribui com 10% de todo o leite consumido no planeta, mas segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro ainda bebe mesmo muito pouco leite. O consumo é 40% menor do que o recomendado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que crianças de até dez anos tomem 400 ml de leite por dia, o que, ao fim de um ano, dá quase 150 litros e, ao contrário do que se pensa, o consumo deve ser maior para os jovens entre 11 e 19 anos: 700 ml por dia. Para adultos e idosos a OMS recomenda ingerir 600 ml diariamente. “Por aqui o leite ainda é muito associado à infância e ao café da manhã”, diz a gerente executiva de Marcas e Inovação de Lácteos, Roberta Morelli. “Mas os hábitos começam a mudar com a inclusão da bebida nas demais refeições, pois se trata de um alimento completo que oferece benefícios para todo o organismo”, conta. E a BRF estará pronta para essa mudança de atitude.

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