Caminho Aberto

Ranking do IBGE com os 100 maiores PIBs municipais do agronegócio lista cidades em que a BRF está instalada e mostra desenvolvimento da sociedade do entorno.

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Que o desempenho excepcional do agronegócio tem contribuído e muito para o crescimento do Brasil não é novidade. Mas outro fenômeno tem sido observado com o desenvolvimento do conjunto dessa atividade produtiva: a desconcentração daquelas áreas tradicionalmente industrializadas, com a instalação de plantas capazes de mudar também toda a sociedade do entorno.

É um cenário que abre uma imensa oportunidade de conectar o mercado nacional à comunidade local, segundo o economista Carlos Roberto Azzoni, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. “É preciso planejar políticas que aproveitem os estímulos do aumento de consumo de determinadas populações para fecundar a indústria regional.”

Algo possível mediante o avanço da tecnologia essencialmente da informação e de transportes, que encurtou distâncias e tornou o mundo menor, abrindo caminho para a globalização da economia. O setor produtivo então se viu obrigado a rever processos, investir em inovação e reduzir custos para enfrentar uma colossal concorrência.

No Brasil, o redesenho do mapa de produção teve início na década de 1990, quando as ideias neoliberais emergiram, desencadeando boa parte das privatizações das estatais e a abertura ao capital estrangeiro. Essas transformações geográficas têm se acentuado, conforme revela estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) das 100 cidades brasileiras com maior Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário.

Entre as listadas no ranking, nove possuem unidades da BRF. E todas elas carregam ainda outro mérito: estão entre as cidades com os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. Confira um breve histórico desses municípios.

Previsões otimistas

O PIB do agronegócio brasileiro deve crescer em 2011 acima dos 6,12% previstos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Apesar das incertezas para 2012, as previsões se mantêm positivas. A estimativa é de um faturamento bruto da agropecuária de R$ 318 bilhões, com crescimento de quase 8% em relação a 2011. Segundo a presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, mesmo com a crise econômica internacional, o agronegócio deve exportar US$ 92,9 bilhões em 2012, com crescimento de 2,22% em relação ao resultado deste ano (US$ 90,3 bilhões).

Nova Mutum – MT

A 7ª- colocada pela listagem do IBGE tem IDH de 0,810 – o IDH varia de 0 a 1, sua taxa máxima – e se destaca entre as 141 cidades de Mato Grosso pelo crescimento da economia local, impulsionada pelos investimentos de grupos do agronegócio e também pelo ritmo acelerado da construção civil. Tem mais de 30 mil habitantes.

Em 2005, a BRF inaugurou uma planta de abate e processamento de aves na cidade. No entorno da unidade estão instaladas moradias do programa habitacional mantido pela companhia, que oferece aos funcionários residências a preços acessíveis.

Rio Verde – GO

É a 12ª- colocada do IBGE. Com mais de 116 mil habitantes, Rio Verde registra um IDH de 0,807. A cidade conta com uma rica estrutura agroindustrial. É um importante produtor de arroz, soja, milho, algodão, sorgo, feijão, girassol e vem se destacando na cultura de tomate. Mantém ainda um excepcional plantel bovino, avícola e suíno.

Desde a década de 1990, a BRF mantém na cidade uma planta de processamento de perus e massas. A mesma unidade também abate e processa aves e suínos.

Lucas do Rio Verde – MT

Com um IDH de 0,818, a 15ª- colocada tem população superior a 45 mil habitantes. É considerado município-modelo e experimentou um desenvolvimento acelerado com a mecanização da agricultura. Até meados da década de 1990 a cidade não tinha sequer energia elétrica. Com localização privilegiada, Lucas do Rio Verde desponta agora como um dos principais polos de desenvolvimento agrícola de Mato Grosso.

A BRF mantém uma planta de produtos industrializados e ração animal em Lucas do Rio Verde. Há também a criação e abate de frangos e suínos.

Jataí – GO

A capital dos grãos de Goiás ocupa a 18ª- posição no ranking do IBGE. Com quase 90 mil habitantes e um IDH de 0,793, Jataí é o quinto maior produtor de grãos do Brasil, com destaque para milho, sorgo e soja. No município, a produtividade dos agricultores já superou a dos Estados Unidos. A BRF instalou uma planta voltada ao abate e processamento de aves em Jataí em 2007.

Uberlândia -MG

Em 20º- lugar no ranking dos 100 maiores PIBs do agronegócio está Uberlândia, com quase 612 mil habitantes e IDH de 0,83. Vale destacar que os números ainda são do Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000) e é provável que de lá para cá esse indicador tenha subido. As estatísticas atualizadas, porém, ainda não estão disponíveis. Na cidade, a BRF investiu numa planta de produtos industrializados e ração animal. Há também a criação e abate de frangos, suínos e perus.

Toledo – PR

Na 55ª- posição está Toledo. Localiza-se na região oeste, próximo a Cascavel, formando com este um eixo de desenvolvimento ligado ao agronegócio, impulsionado pelo seu solo fértil e plano, que faz concentrar cooperativas e outras empresas do ramo, tornando-o um dos maiores produtores de grãos do estado. Sua população é superior a 120 mil habitantes e tem IDH de 0,827.

Em Toledo, a BRF mantém uma planta de produtos industrializados, ração animal e óleo de soja. Há também a criação e abate de frangos e suínos.

Mineiros – GO

Em 58º- lugar, a atividade econômica predominante é a agricultura, sobretudo voltada para o plantio de soja e trigo. Também se destacam a pecuária de corte e de leite, e desde a década de 2000 a avicultura, quando um polo da Perdigão chegou ao local. Nesse período também houve a instalação de uma usina sucroalcooleira da Brenco. Tem mais de 52 mil habitantes e IDH de 0,78. Desde 2007, a BRF mantém na cidade uma planta de abate e processamento de aves especiais – como peru e chester.

Campos Novos – SC

Com IDH de 0,794 e população estimada de quase 29 mil habitantes, Campos Novos é conhecido como o Celeiro Catarinense por ser considerado o maior produtor de grãos do Estado, sendo o terceiro maior município em área, atrás apenas de Lages e São Joaquim.

Projetada para atender aos principais mercados mundiais, a unidade da BRF em Campos Novos, inaugurada em 2011, tem capacidade de produção de 151 mil toneladas de carne suína por ano.

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