sábado 24 Jun 2017

Aberta para troca criativa

A BRF amplia parcerias e incentiva projetos de pesquisa tecnológica

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Um novo modelo de negócio. Uma maneira diferente de atender e encantar os clientes. Um processo de produção mais eficaz. Um produto inédito, desejado pelos consumidores. Esses são exemplos de inovação, no sentido mais amplo do termo: aquela que não se limita a ser uma novidade – tem aplicação prática e gera resultado. Para incrementar sua veia inovadora, a BRF deve duplicar entre 2010 e 2015 o investimento em P&D – a meta é que chegue a 0,4% da receita líquida por ano. A construção de um novo centro de pesquisa (leia reportagem na pág. 16) está inserida nesse plano. Na mesma linha, a empresa amplia o quadro de profissionais qualificados da área de P&D. O número de pesquisadores com doutorado e mestrado deve alcançar 23 em 2014 – eram 15 em 2011. O total de outros com diploma superior deve passar de 165 para 180, e o número de técnicos irá de 15 para 32.
Outra maneira de buscar inovação é a abertura para receber ideias de fora. Desde o fim de 2009, a BRF desenvolve seu modelo para incentivar e, quando possível, incorporar inovações geradas especialmente em universidades. A inspiração vem do conceito Open Innovation, do americano Henry Chesbrough, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele preconiza que as empresas devem usar não só a geração interna de conhecimento como também a troca com fontes externas. Isso porque a criação de ideias transformadoras está cada vez mais distribuída pelo mundo, entre países desenvolvidos e emergentes, empresas grandes e pequenas e nos centros universitários. “Adotamos esse conceito para acelerar nosso tempo de resposta na geração de propostas realmente inovadoras, capazes de trazer resultados concretos”, afirma Frederico Ramazzini Braga, gerente de Inovação e Gestão do Conhecimento da BRF.
A abertura para a colaboração cresceu, desde julho de 2010, com o lançamento de um portal na internet. No site, acadêmicos e parceiros técnico-científicos se cadastram e apresentam projetos de pesquisa. Já estão cadastrados 180 pesquisadores de diversas instituições. Em agosto de 2012, foi lançada a versão em inglês do site (www.innovationbrf.com) e, no futuro, haverá opções também em espanhol e em mandarim.
O canal de inovação aberta funciona com garantia de confidencialidade aos projetos. As propostas são avaliadas pela área de Inovação e Conhecimento. Se a ideia for aprovada pela diretoria de P&D e por um comitê técnico, a BRF poderá custear parte ou até bancar 100% do projeto. Estão na mira inovações que possam ser aplicadas na empresa, satisfaçam necessidades não atendidas dos consumidores e possam trazer mudanças radicais na operação. Quatro propostas recebidas via portal estão sendo executadas, sendo duas em parceria com centros de pesquisa e duas com universidades. Também estão sendo avaliados projetos com centros do exterior e em parceria com outras empresas. “Com iniciativas como o site de inovação aberta, a BRF prepara o seu futuro e colabora para a produção científico-tecnológica no país”, diz Nilvo Mittanck, vice-presidente de Operações e Tecnologia.

A INOVAÇÃO QUE A BRF QUER RECEBER

Com as parcerias geradas pelo portal da inovação aberta, a ideia é atrair projetos em algumas frentes específicas

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